Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência mobiliza indústrias paranaenses

XII Reatiba aconteceu em Curitiba e teve o tema “inovar para incluir”, com a participação de especialistas em neurociência e inovação

No dia 21 de setembro, foi comemorado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. No Brasil, somente 0,9% das carteiras assinadas são de pessoas com deficiência, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2016. Destes, 10% ocupam cargos de liderança, segundo uma pesquisa feita pela Santo Caos em parceria com a Catho. Para abrir um espaço de diálogo sobre o assunto com as indústrias paranaenses, o Sistema Fiep e o Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial (CPCE) promoveram o XII Reatiba, com o tema ‘inovar para incluir’. “Todos os anos, este evento é organizado para apoiar a promoção de uma indústria mais inclusiva, acolhedora e transformadora. Além de discutir comportamento e neurociência, nesta edição trouxemos cases para tratar sobre o apoio da tecnologia no processo de inclusão”, explica Maria Cristhina de Souza Rocha, gerente executiva de Projetos Estratégicos do Sistema Fiep.

Mara Behlau, doutora em Distúrbios da Comunicação Humana, e Marisa Barbara, especialista em neuroliderança, palestraram sobre a importância da diversidade para o ambiente de trabalho. “O nosso mundo é diverso, e devemos aceitar que a diversidade nos une. Quando somos diversos, somos melhores. Esse conceito deve ser aplicado também no ambiente corporativo, para criarmos o hábito de incluir a todos conscientemente”, afirmou Dra. Mara em sua palestra.

Em seguida, Felyppe Blum Gonçalves, engenheiro de Segurança no Sesi, mediou uma rodada de conversa sobre tecnologias em prol da inclusão com a participação de João Marcos de Mattos Barguil, do app Guia de Rodas; Anielli Santiago, analista de educação no Senai e Leonardo Mesquita do Portal Juntos pela Inclusão – ASID.

Para o espectador do evento Silas Morelli, coordenador administrativo financeiro da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a inclusão é um fator competitivo para as indústrias. “Na CSN, acreditamos no tema diversidade e na sua importância. As pessoas são o espelho da sociedade e, em um mundo diverso, ter uma equipe heterogênea torna-se fator de sustentabilidade no negócio”, analisa Silas.

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