Estudantes do Ensino Médio desenvolvem spray para proteger plantas da geada

Biofilme anticongelante foi desenvolvido por alunos do Colégio Sesi da CIC

Geadas podem causar muito prejuízo para agricultores. A rápida mudança climática pode ocasionar a queima de hortaliças e lavouras inteiras de soja, café ou trigo, por exemplo. Nos últimos dez anos, foram mais de 200 dias de geada no Paraná registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet. Foi vendo este cenário que as estudantes do Colégio Sesi da CIC, Isadora Paulina Leão dos Santos, Isabella Stengrat Garcia e Camille Burda de Lima, desenvolveram um produto para proteger folhas e hortaliças. O spray Lótus consiste em um biofilme nanopolimérico anticongelante, desenvolvido com apoio dos professores na iniciação científica. “O nosso projeto surgiu pois são muitos os agricultores e consumidores afetados pelo fenômeno. Outras soluções já existentes, como estufas, têm um valor mais alto e nem sempre são práticas. Por isso, pensamos em algo que pudesse ser aplicado nas plantas”, conta Isadora, do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Sesi.

Solange Guindani Coltro, professora de química no Colégio Sesi que é uma das orientadoras do programa de iniciação científica. Ela explica um pouco sobre o processo de desenvolvimento do biofilme: “em um primeiro momento, foi avaliada a eficiência do produto simulando um ambiente de geada. Depois tratamos sobre a formação de nanoestrutura e, na fase atual, estamos analisando a presença de resíduo na planta”.

Com o incentivo à pesquisa, no Colégio Sesi os estudantes desenvolvem habilidades e competências relativas à investigação e compreensão de fenômenos físicos e químicos de maneira transdisciplinar, articulando ciência, tecnologia e sociedade. Isadora ressalta que esta foi uma experiência que vai levar para a vida. “Para desenvolver esse projeto, precisávamos ter colaboração de todos, trabalho em equipe, educação e acima de tudo respeito. Todas essas qualidades ajudam muito na carreira profissional”, comenta. Para a docente Solange, isto demonstra o sucesso da iniciativa. “Os estudantes se mostram muito envolvidos e conseguem, com maestria, desenvolver as atividades de sala de aula, pesquisar, experimentar e apresentar os resultados em eventos de iniciação científica”, afirma.

 

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