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Um Dia da Indústria marcado pela persistência e solidariedade

Presidente do Sistema Fiep fala sobre o momento desafiador para as indústrias, em meio à pandemia de Covid-19, mas ressalta a força que o setor tem para contribuir com a sociedade

Indústrias de diversos setores estão adotando medidas de segurança para garantir a produção de itens essenciais (Foto: Gelson Bampi)

Por Carlos Valter Martins Pedro

Neste 25 de maio, é celebrado o Dia Nacional da Indústria. Em 2020, ele chega em um momento extremamente desafiador para as indústrias. Em meio à pandemia de Covid-19, que exigiu medidas restritivas para preservação da saúde pública, causando o fechamento do comércio e reduzindo fortemente a demanda por vários produtos, muitas empresas lutam para manter vivos seus negócios. Mais do que lamentar as dificuldades, porém, nesta data especial é preciso ressaltar a força que a indústria tem para contribuir com a sociedade.

O setor industrial paranaense é forte e diversificado. Quarto maior parque fabril do país, é responsável por 26,1% de todas as riquezas geradas em nosso Estado. São mais de 50 mil indústrias, que garantem diretamente o sustento de mais de 760 mil trabalhadores e suas famílias, sem contar os milhares de empregos indiretos que gera. Em seus 37 diferentes segmentos, dos mais básicos aos mais tecnologicamente sofisticados, muitos deles referências no Brasil, são encontrados exemplos de qualidade e inovação em produtos e processos. Uma grande capacidade produtiva, fruto da persistência e do talento do empresário industrial paranaense.

Perseverança e criatividade que têm sido demonstradas também durante esta crise. Por todo o Paraná, são inúmeros exemplos de indústrias que, mesmo com as adversidades, buscaram soluções para contribuir nos esforços de combate à pandemia e no fornecimento de itens essenciais para a população. Desde a indústria de alimentos, que manteve firme sua produção, até setores que precisaram fazer adaptações em suas fábricas para começar a produzir itens utilizados por profissionais de saúde que, até então, vinham de fora do país. Muitas delas, contando com o apoio e parceria do Sistema Fiep. É o caso da indústria do vestuário. Centenas de empresas que antes produziam roupas, bonés e acessórios passaram a produzir máscaras e aventais hospitalares.

Indústrias automotivas, que por um mês tiveram suas linhas de produção paralisadas, seguiram contribuindo em um grande esforço, liderado pelo Senai, para reparar respiradores mecânicos danificados e devolvê-los aos hospitais. Respiradores que também entraram no foco de empresas do setor metalmecânico, que desenvolveram projetos e protótipos para a produção desses equipamentos em território nacional. Sem contar o grande número de gestos de solidariedade de indústrias de todos os portes, que fizeram doações de alimentos e outros itens para as comunidades em que estão inseridas.

Nesses tempos difíceis, é preciso encarar esses exemplos como uma fonte de inspiração e otimismo para seguirmos em frente. Toda essa mobilização é mais uma prova da grande relevância que a indústria tem para qualquer sociedade. Em breve, superaremos mais esta crise e, juntos, seguiremos lutando por uma indústria cada vez mais forte e competitiva, capaz de alavancar o desenvolvimento do Paraná e do Brasil.

Carlos Valter Martins Pedro
Presidente do Sistema Fiep

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