Publicação aponta caminhos para ambientes mais igualitários

“Rotas Diversidade e Longevidade 2035” foram elaboradas pelo Centro de Inovação Sesi em Longevidade e Produtividade com apoio de especialistas

Mesmo em pleno século 21, garantir que os ambientes corporativos sejam de fato igualitários, dando as mesmas oportunidades a todas as pessoas, independente da idade, raça,  gênero, identidade ou orientação sexual, ainda é um grande desafio. Pensando nisso, o Centro de Inovação Sesi (CIS) em Longevidade e Produtividade lança em 25 de junho, às 9 horas, as “Rotas Diversidade e Longevidade 2035”, que têm como objetivo auxiliar indústrias e a sociedade de forma geral a implementar ações de inclusão.

Maria Christina de S. Rocha, Gerente Executiva de Projetos Estratégicos, destaca que o Sesi no Paraná se dedica há anos aos temas da inclusão, pesquisando, assessorando as indústrias e articulando empresas, sociedade civil, academia e governos. “Valorizar a longevidade e a diversidade, é um imperativo ético e condição para o alcance do desenvolvimento sustentável e da Agenda 2030, propósitos alinhados à nossa missão institucional”.

As “Rotas Diversidade e Longevidade são uma iniciativa de planejamento a longo prazo. O cenário atual é de grandes mudanças, sejam elas sociais, culturais ou tecnológicas”, afirma Noélly Mercer, coordenadora do CIS Longevidade e Produtividade. “A partir dessa premissa, as Rotas fortalecem a indústria e a sociedade, traçando estratégias que possibilitam ambientes de trabalho saudáveis, seguros e promotores da  diversidade e inclusão nas organizações. É claro que esses temas envolvem uma mudança cultural, mas, o conteúdo das Rotas apoia  às indústrias a abordar esses relevantes temas de forma adequada e construtiva”, analisa.

A publicação é resultado de um extenso trabalho, que teve início ainda em 2019, com a realização de dois painéis: um dedicado a discutir a questão da Diversidade e Inclusão, e outro voltado à discussão da Longevidade, ambos com participação de experientes especialistas nos temas. O estudo ainda é acompanhado por um roadmap, um mapa estratégico que detalha as ações que estão sendo propostas para ambas as áreas. As proposições estão divididas em micro e macro ambientes – ou seja, para as organizações e para a sociedade como um todo -, em curto, médio e longo prazo. Para a construção do roadmap, foram levadas em consideração a situação atual, os fatores críticos e as possíveis visões de futuro para cada uma das duas áreas.

“Este documento, composto pela publicação e pelo roadmap, tem como propósito orientar, ser um guia, uma inspiração, para as empresas e organizações de outras naturezas, implementarem ações voltadas aos desafios da longevidade e diversidade, acelerando o processo de inclusão”, diz Renata T. Fagundes Cunha, consultora em diversidade do CIS Longevidade e Produtividade. “É importante ressaltar que as indústrias têm grande influência onde atuam, e a responsabilidade social de  implementar relações de produção mais sustentáveis, onde a equidade é fundamental. Embora não prevíssemos a pandemia, o conteúdo será muito útil agora, pois, também oferece um panorama de dados sobre a realidade de cada grupo de pessoas, essencial para o momento que exige um olhar diferenciado”, completa Renata.

Na área de Diversidade e Inclusão, foram 25 especialistas envolvidos; 111 planos consultados; e 127 ações consolidadas. São exemplos das proposições: desenvolver protocolo de gestão da comunicação empresarial com orientação para diversidade e inclusão; criar certificação em diversidade e inclusão para lideranças proficientes no tema; implementar formação sobre prática responsável e inclusiva no recrutamento de pessoas. Já na área de Longevidade, foram 29 especialistas envolvidos; 50 planos consultados; e 142 ações consolidadas.

Entre as proposições, alguns destaques são: implementar uso do conceito de ambiente laboral de todas as idades (inclusivo); construir conteúdos informativos sobre sistemas previdenciários e planos de aposentadoria; mapear modelos de negócio e empreendimentos focados no envelhecimento.

As ações de longo prazo têm como meta o ano de 2035, “Escolhemos  elaborar um plano de 15 anos porque é um eixo temporal coerente, para planejar a  longo prazo, de maneira assertiva, permitindo utilizar as tendências que prospectamos e avaliar as mudanças complexas relativas aos temas investigados, explica Raquel Valença, coordenadora de Estudos e Pesquisa no Observatório Sistema Fiep, que colaborou com a elaboração do estudo. A pesquisadora ainda lembra que, apesar de o estudo ter sido elaborado antes do início da pandemia do Novo Coronavírus, “muitas ações propostas se tornam ainda mais importantes e relevantes neste momento, pois as pessoas que já naturalmente passam por processos de desalento e desemprego são os públicos que vão sofrer mais com a crise ocasionada pela COVID-19”.

O lançamento das “Rotas Diversidade e Longevidade 2035” acontece em 25 de junho, das 9 às 10h30,  por meio de reunião online. Inscrições aqui.

 

About Author