Maior em extensão e investimentos, Lote 6 do novo modelo de pedágios terá 444 km de duplicações

Apresentação das obras programadas para estradas das regiões Oeste e Sudoeste fechou a série de reuniões técnicas com representantes do Ministério da Infraestrutura

A duplicação integral da BR-277 entre Foz do Iguaçu e Guarapuava, um dos principais corredores de transporte do Estado, é uma das obras mais relevantes previstas para o Lote 6 das novas concessões de rodovias do Paraná. Os projetos desse lote, que inclui ainda duplicações e melhorias em estradas da região Sudoeste, foram apresentados na tarde desta sexta-feira (19) por representantes do Ministério da Infraestrutura. A reunião encerrou o ciclo de encontros regionais organizado nesta semana pelo G7, grupo das principais entidades do setor produtivo paranaense, para que lideranças pudessem conhecer as intervenções programadas e apresentar sugestões de mudanças ou melhorias de acordo com a necessidade local.

Assista à reunião na íntegra:

Totalizando 638 km, o Lote 6 é o mais extenso no novo modelo. Com a previsão de 444 km de duplicações, incluindo trechos complexos como a Serra da Esperança, em Guarapuava, é também o que tem maior volume estimado de investimentos em obras: R$ 8,64 bilhões. Na BR-277, a concessionária terá que duplicar 64 km entre Cascavel e Matelândia, além de 247 km entre Cascavel e Guarapuava. Também está programada a construção de 29 km de vias marginais em Cascavel.

Já na região Sudoeste, estão previstas as duplicações de 71 km na PR-182, entre Marmelândia e Francisco Beltrão, e de 62 km nas rodovias que ligam Francisco Beltrão a Pato Branco. Outras obras importantes são a implantação de vias marginais em Realeza e Francisco Beltrão, além de um contorno em pista dupla para desviar o tráfego do perímetro urbano de Marmeleiro.

Em todo o lote também estão projetados 14 km de ciclovias, um total de 111 km de marginais, 34 passarelas para pedestres, 120 retornos, 42 obras de arte especiais, que incluem pontes e viadutos. O Ministério da Infraestrutura também calcula mais R$ 6,64 bilhões de investimentos em melhorias para operação das rodovias, prevendo a geração de receita de R$ 30,5 bilhões nos 30 anos de concessão.

Após a apresentação feita pelo diretor do Departamento de Transporte Rodoviário do Ministério da Infraestrutura, Guilherme Bianco, lideranças empresariais, políticas e da sociedade civil das regiões envolvidas fizeram questionamentos e apresentaram sugestões de alterações em diversas das obras previstas, incluindo a localização de retornos ou até mesmo do traçado do contorno de Marmeleiro. “O objetivo das reuniões era justamente este: que as lideranças, com o conhecimento das necessidades locais, sugerissem melhorias para os projetos”, explicou o gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep, João Arthur Mohr.

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